16 dezembro 2009

Egoísmo Pleno

Me deixa ser egoísta, pois hoje eu acordei inteira, plena, revigorada. Pedaços? Doses pequenas? Não, hoje não. Muito obrigada. Nunca gostei do copo quase cheio, da metade, do morno. Quero a vida por inteira, em doses triplas, faz o favor. Sabe o que eu quero? Eu quero o quente ou mesmo o frio, que seja! Só não me venha com esse seu papinho morno, cheio de dedos, porque este eu não agüento mais!

Não sei o motivo, mas gosto de pensar que se fazemos o que manda o coração, tudo no final se ajeita. Essa idéia me conforta, me ilumina. Sou fiel aos meus sentimentos, aos meus desejos e vontades. Não gosto de guardar mágoas, mas volta e meia elas submergem dentro de mim. Sou apaixonada pelo o que não existe, sou contra o meio termo. Sempre fui aquela (sabe aquela?) que fala a primeira coisa que vem a cabeça, que convive com a teimosia irritantemente cotidiana, que ama por inteiro, que se diz sã em um mundo de loucos.

Meu coração tem enormes asas e anda livre por aí, muitas vezes trôpego, por conta de todo amor que carrega dentro de si. Tenho a inquietação na ponta dos pés e na palma das mãos uma imensidão de sonhos.