25 dezembro 2008

Todo o meu ódio por você

Eu sinto ódio .

Ódio por me transformar nessa garota tola e apaixonada,algo que eu nunca pretendi ser.

Ódio por você com todo esse seu jeito,me obrigar a te amar,eu nunca planejei te amar .

Ódio por você simplesmente me transformar,mudar a minha vida e muitas das minhas idéias.Eu não queria mudar.Estava satisfeita dentro da minha bolha de sabão.

Ódio por você me mostrar a realidade, mesmo que seja duro todas as vezes enxergá-la. Eu nunca pretendi ver a realidade.Estava feliz no meu mundo de sonhos.

Ódio por você bagunçar minha vida, bagunçar a minha história e acima de tudo bagunçar as minhas concepções. Eu nunca pensei estar errada.

Ódio por você nunca me abandonar, mesmo eu estando completamente errada na maioria das vezes.Eu sempre quis estar sozinha.Ódio por você me roubar o prazer da solidão.

Mas,acima de tudo eu te odeio por eu não querer voltar atrás,por simplesmente não conseguir e nem querer substituir nada por algo que já foi meu.Com você,eu nunca pensei em voltar atrás,eu nunca sequer olhei para trás.Tive medo de virar mais uma estátua de sal.Você mais do que ninguém me entende.Sabe e quer me entender.

Eu tinha planos para nós dois,e neles nós não éramos mais do que apenas amigos e ali estava o ponto final.Eu tinha planos pra nós dois mas você tinha planos ainda maiores para mim.

23 dezembro 2008

Vamos Juntas !

As quatro se olharam. Era realmente isso que queriam fazer?O medo estampado em cada um dos olhares.
"E se alguém nos pegar?"
"E se um conhecido aparecer?"
"E se minha avó resolver passar por aqui ? Ela me simplesmente me mata !"

Pensamentos transmitidos em sintonia na cabeça das amigas,era como se todas estivessem equalizado numa mesma sintonia de rádio.E o rádio não se cansava de repetir a mesma mensagem.“- Vão pegar vocês!”, “- Vão pegar vocês !”,“- Vão pegar vocês!”.

Até que uma delas tomou coragem e interrompeu o silêncio constrangedor.Nós temos que fazer isso.E porque perguntou a outra um pouco assustada com a própria ousadia.“-Porque nós temos que fazer isto Luisa?Eu não quero,não vou.”

E as quatro continuarem sentadas ali,num banco de praça escondidas do olhar curioso das pessoas que passavam.Luisa,Marilia,Beatriz e Sabrina.

“-Eu quero fazer e ponto.Tenho 13 anos,quero experimentar.Que mal a nisso?”Luisa Olhou para as amigas,nenhuma esboçava sinal de resposta afirmativa ou negativa.Pegou a mochila,lá dentro um maço de cigarros e uma caixinha de fósforos amassados entre os livros e cadernos.Os tomou nas mãos.Se sentia ainda mais mulher por isso.Abriu a pequena caixa,tirou um cigarro e o acendeu.Olhou novamente para as amigas.“-Que mal a nisso? Que mal,me digam?Esse vai ser nosso segredo.Toma Marilia,pega um.Você também Bia.Ah e você também Sabrina,vai fumar sim,você prometeu se lembra ?”

Acenderam os 3 cigarros restantes e fizeram contagem progressiva.
"-1,2 e 3 já !”
Disseram as quatro ao mesmo tempo.Deram um longa tragada no cigarro.Os olhos fechados,todas em uma profunda tensão coberta de fumaça.Ao terminarem de tragar, a fumaça saiu pelos quatro narizes,escura,cinza e pesada.Tossirem muito,engasgadas com a fumaça espessa.Sabrina as olhava com ar de espanto.Não acreditava que ela tinha realmente feito isso.Todas se olhara, e deram longas risadas agudas.Gargalharam alto surpresas com toda aquela ousadia.

Naquele dia elas descobririam que ser mulher não é apenas ser mas sim parecer,e naquele momento, era o que aquilo tudo significava : SENTIR-SE ainda mais mulher.Não que isto fosse uma realidade,mas era uma realidade na qual elas acreditavam se encaixar.

O significado de tudo aquilo em si não importava realmente.O que importava era que as amigas agora estavam ligadas ainda mais profundamente,possuíam um segredo. Se tornavam naquele instante mais do que amigas,agora eram cúmplices.E a amizade era realmente aquilo,elas pensavam.Se abdicar,se doar por um segredo,por uma alegria.Não era dizer "Boa sorte” mas sim “Vamos Juntas” .

16 dezembro 2008

Dois estranhos



A vida é engraçada. São tantos enganos,tantos erros e tantas mentiras que podem separar duas pessoas.E foram todos esses desenganos que trataram de separá-los. Conheceram-se na escola, eram amigos, viviam grudados um ao outro até que um dia descobriram o amor na forma mais pura que se pode encontrar,o primeiro amor. Se olharam, as mãos se tocaram e os lábios finalmente se encontraram. Era um dor de barriga gostosa, um arrepio que tocava a alma,uma imensa felicidade que vinha por dentro e arrebatava cada órgão do corpo aos pouquinhos.Tinham pouca idade ela 12,ele 13.Eram crianças apesar de não se considerarem assim.Aliás ninguém nessa idade se considera criança,queremos mais é crescer,ter uma vida adulta e principalmente viver como um adulto.

E aos pouquinhos o amor deles foi crescendo,tomando um espaço cada dia maior na vida de ambos.Ela escrevia nas carteiras da escola seus nomes cruzados num enorme e gordo coração,ele que antes só pensava em jogar futebol deixava os amigos e a bola de lado para ficar ao seu lado no intervalo.Não eram namorados,continuavam sendo amigos.Amigos que se adoravam,apaixonados um pelo outro.Amigos que sentem borboletas voando na barriga toda vez que se viam.Amigos.

Até que um dia acabou o ginásio e ele teve que sair da escola onde havia crescido,saia rumo a um novo mundo.Ela não queria,ele também não,mas aconteceu.Tinha que acontecer.
Mantiveram contato por mais algum tempo até que ele que em pouco tempo havia se tornado escasso,se tornou nulo.Eles já não se falavam mais.

Ela
Passaram-se anos.
Ela namorou,desmanchou,namorou novamente e terminou.Levava uma vida sossegada,trabalhava e fazia faculdade.
Estava mais mulher,mais viva a cada dia.Cabelos escuros desmanchando sobre os ombros da mediana garota.
Era de manhã.Ela ia ao trabalho e por uma coincidência (ou não?) resolveu tomar um outro ônibus que seguia outra linha.Deu sinal.Entrou no ônibus,pagou o cobrador.Quando finalmente olhou para o interior do automóvel não pode acreditar.Era ele,ali,tão perto.
Há quantos anos não se viam? E as borboletas voltaram ao estomago, e a vida voltou a ser colorida.E as coisas voltaram a fazer sentido.
Pensou em se sentar ao seu lado e lhe perguntar da vida,como andavam as coisas.Mas e se ele nem se lembrasse mais dela?Talvez.
Pensou em lhe dar um abraço e um grande beijo nas bochechas.Porém , lembrou-se que ele não era mais seu amigo,ele agora era um desconhecido,um desconhecido que já fora essencial na sua vida,mas agora,apenas um desconhecido.
O olhava fixamente.Ele também a olhava.
Resolveu não cumprimentá-lo,sabe-se lá o porque.Sentou em um dos bancos e ali ficou.Emocionada com aquele momento que tantas e tantas vezes sonhou acontecer.


Ele
Ele cada dia mais voltado às festas e às mulheres.
Alto,magro,cabelos de um preto azulado,sobrancelhas grossas emoldurando os olhos pequeninos.Se tornara um homem atraente.
Era de manhã ele saia de uma festa que havia terminado tarde demais,voltava de ônibus sentado em um dos muitos bancos vagos.Ele a viu,sentiu o estomago embrulhar,e ficou abismado em saber que ela ainda tinha o mesmo poder sobre os seus sentimentos mesmo depois de tantos anos.
Sentado ali no ônibus pode ver a mulher da sua vida entrar e se sentar sem ao menos lhe cumprimentar.Num primeiro momento sentiu raiva ,por ela não ter nem apenas lhe ter dedicado um simples Oi.Mas e se ela havia se esquecido dele?
Ela estava tão linda,mais linda do que nunca.Quis correr e abraçá-la,quis matar-lhe de beijos ,quis voltar no tempo rumo a um passado feliz junto dela.Depois quis não existir e por fim quis não estar naquele ônibus.
Teve vergonha ,vergonha de não ter mais ligado,vergonha da vida que estava levando.
Pensou em se levantar,sair do ônibus e ir embora para sempre.Uma,duas,três vezes.
Não conseguia.Não podia.Não o fez.

As histórias juntas novamente
Chegava o ponto em que ela deveria descer,ela gostaria de não descer daquele ônibus nunca mais.Estava tão próxima daquele que era o seu primeiro e grande amor.Tão perto e tão longe.
Mas tomou coragem e se levantou,deu sinal de parada olhando para um outro lado e fingindo não o ver.Ela ia deixar definitivamente o passado para trás.Ele iria junto com aquele ônibus para sempre,estava certa disso.
O ônibus parou ,a porta se abriu.Desceu o primeiro degrau da escada de saída quando sentiu alguém pegando em sua mão.Era ele,era ele,era ele !Ele havia pegado na sua mão.

Ele olhou-a com seus pequeninos olhos negros que mais pareciam duas jabuticabas.
“-Não se lembra mais de mim ?”.
Desceram juntos as escadas.
“-Como eu me esqueceria de você ?Pensei que você é que não se lembrava mais de mim!
Foi por isso que não te cumprimentei.Desculpe.”

Sorriram.O sorriso de cumplicidade que no passado era tão cotidiano e que agora provocava uma angústia tão grande que chegava a ser patética.
Se olharam,os olhos se encontravam novamente,as mãos que haviam se tocado num passado distante agora voltavam a ser só uma ,entrelaçadas.
Se abraçaram perguntando-se como puderam ficar longe por tanto tempo .

11 dezembro 2008

Caminhos e destinos


E é chegada a hora de pensar na vida.


Em tudo o que poderia ter acontecido e não aconteceu. Em todas as possibilidades que não se concretizaram.Me arrepender de tudo o que eu não fiz.

Em todas as risadas que eu não dei e nas lágrimas que perdi. Hora de pensar no que andei fazendo, em quantas vezes neguei o que eu sentia de verdade. Em todas as vezes que chorei sozinha debaixo do cobertor.

Hora de pensar nas risadas gostosas que já dei, nos momentos que mais me davam prazer, na alegria imensa que eu sentia ao fazer algo que eu gostava.

Agora é a hora de olhar para frente e decidir qual caminho seguir.Mas qual será o melhor ?São tantos os caminhos e tantos os destinos que eles podem me levar !

Sabe, a vida parece ter perdido suas cores, as imagens que vejo são todas em preto e branco.Quero fechar meus olhos novamente, pegar meus sonhos e meus desejos enfiar numa mala e seguir,quero apenas ter força para seguir.

04 dezembro 2008

Continente a ser descoberto


E continuamos seguindo o nosso caminho.Não entendendo,quebrando a cara,chorando,se lamentando,fazendo as pazes,se abraçando,esmagando cada dia mais o coração com todo esse sentimento.

E quando a gente resolve jogar tudo pro ar e desistir de tentar bate aquele arrependimento. Não. Há de se tentar outra vez. Dessa vez vai dar certo. E tentamos novamente. Não porque não saberíamos viver um sem o outro, saberíamos sim.Todos sabem.Ninguém é tão especial a ponto de ser insubstituível.Não porque o nosso amor é tão grande a ponto de calar a nossa arrogância.Não por isso. E nem porque ele é uma das partes mais lindas da minha vida.Tento novamente pelo o que ele significa pra mim,pelo o que simboliza.Simboliza o mistério.O mistério que envolve todos os dias a minha vida e a vida de todo mundo.As nossas vidas.

Trabalhar,estudar,comer,conversar,conhecer,ler,tomar,ouvir,falar sem saber o que vai acontecer depois.
Ele significa paz,consolo,harmonia e equilíbrio mas,acima de tudo simboliza todos os mistérios e os segredos da vida.Ele é um continente a ser descoberto.Ele é a vida onde ninguém entende o que acontece mas que todos desejam entender.

29 novembro 2008

Essa boneca tem manual !


Parabéns pela aquisição desta linda boneca.Preparamos este manual detalhado para que você possa utilizá-la da melhor maneira possível.Desculpe-nos se houver erro ou omissão e pedimos que por gentileza nos informem para que possamos corrigir na próxima edição.Especificações e desing estão sujeitos a mudança sem aviso prévio.

Informações de Segurança

As informações abaixo se referem ao uso seguro e prevenção contra falhas


-Utilize com cuidado porém não com tanto cuidado a ponto de dar sono.

-Evite atritos

-Não se aproxime demais de outras bonecas. A boneca que você acaba de adquirir tem o péssimo hábito de revidar.

-A abrace quando ela necessitar

-Não finja ser o que não é.Cedo ou tarde a máscara vai cair.

-A olhe nos olhos quando falar.

-A apóie mas quando ela estiver errada fale.Sinceridade pra ela é algo fundamental.

-Não seja egoísta.

-Não faça dos erros armas.

-Não exija demais dela,dos outros e nem de si mesmo.

-Não a considere ou se considere insubstituível.

-A carregue no colo.

-A faça dar risada das coisas mais bobas e estranhas.

-Assista filmes que você odeia com ela.Assista filmes que vocês adoram e claro,com direito a pipoca e beijo no escurinho.

-A elogie e também a critique quando necessário.

-Seja paciente.

-Encare os problemas com bom humor.

-Intimide-a,deixe-a com vergonha.

-Seja carinhoso mas não a ponto de enjoar.

-Instigue-a,provoque-a, a perca e depois a encontre.

-Ande de mãos dadas com ela.

-Escute o que ela diz, leia o que ela escreve e entenda as entrelinhas.

-Não se sinta seu dono.Ela não é e nem será propriedade de ninguém.

-Fique atento para as sutilezas,elas podem dizer muitas coisas.

-Faça ela sentir saudades de você.Sinta saudades dela.

-Não grite com ela.

-Tenha vida própria.

-Não espere que ela seja o seu reflexo.

-Não conte a ela seus segredos e não espere que ela lhe conte os seus.

-ACIMA de tudo a ame.


OBRIGADA PELA PREFERÊNCIA .


28 novembro 2008

Pequenas diferenças


Com o tempo,depois de bater muito a cabeça nas paredes nós aprendemos a diferença entre amor e paixão.Paixão é uma coisa que vem sem avisar,e vai embora sem se despedir.Entra como um furacão em sua vida,quebra tudo e depois vai embora sem deixar rastros.Já amor é algo que é construído,aos pouquinhos,tijolo por tijolo e depois de ter bases sólidas ele não desaba mais.Nunca mais.Ainda que mudem os cenários e as cores ainda será amor.

Aprendemos também a diferença entre quente e gelado e começamos a preferir o morno.Aprendemos que o equilíbrio é que move a vida e que tudo que é de menos irrita e o que é de mais enjoa.

Mas a maior lição que o tempo pode nos dar é a de aprender a pequena diferença entre amizade e companhia.Quem faz companhia é aquele tipo de pessoa que realmente não é teu amigo,que vai fazer você dar risada,vai conversar com você mas que você não poderá contar nas horas que mais necessitar.Esse tipo de relação é a mais comum,as vezes a confundimos com amizade,mas não se engane.Companheiro é companheiro e amigo é amigo.
Já amizade é algo mais parecido com amor ,você quer que a pessoa seja feliz,quer o melhor para ela sempre.Você faz de tudo por ela,e ela por você.Existem brigas,desavenças mas no final tudo da certo.Amizade é um amor que não tem fim ,é eterno.É uma mistura de amor maternal com amor carnal.E é essa mistura que faz amigos de verdade.É um bem maior,é uma dádiva divina.Poucas pessoas o possuem.Se você tem a sorte de possuir uma amizade dessas escute bem: Cuide bem deles,eles serão seu porto seguro quando você mais precisar,acredite.

26 novembro 2008

Não segure minhas mãos

Sentia se angustiada,precisava dizer aquilo para ele ,e então sentou-se a sua frente,o olhou dentro dos olhos e disse pausadamente:"-Bem,quero te dizer que eu faço apenas o que eu quiser fazer.Estou cansada de você querendo me dizer o que devo ou não devo fazer,do modo que eu devo me vestir,comer,os lugares que eu devo ir.Cansada de todas as suas manias,seus preconceitos,sua arrogância,seu menosprezo,toda a sua fé besta no amanhã.O caminho que eu devo trilhar,entenda,só cabe a mim decidir.

Não segure minhas mãos.Atravessar a rua é tão simples.Não preciso de ninguém para segura-lás.

Eu não preciso de nada morno,na metade do caminho.Eu quero gelado ou quente.Me entende?

Aliás,eu nem vejo motivos para escutar esses seus conselhos.O que eu acho errado mesmo é ter esse seu medo absurdo de errar."


Saiu do apartamento se sentindo mais mulher do que nunca e dizendo baixinho para si mesma: "-Liberdade eu quero que esse seja o meu nome."

24 novembro 2008

Um mundo particular

Aquele mundo era somente dela.Ela não permitia que outras pessoas entrassem nele.Nunca ninguém entrou nele por completo,só se sabia de alguns poucos pedaços de sua vida,que juntos davam um quebra-cabeça com peças desconexas.

Nele todas as pessoas eram tão previsíveis a ponto de dar sono.Todas as suas ações,todos os seus gestos eram friamente observados.Ela era uma observadora da vida,admitia.As mentiras,as falsidades,os gestos mesquinhos estavam perigosamente próximos dela o tempo todo,e ela os via em todos os lugares.Entretanto, ela não contava isso para ninguém,pois esse era um detalhe do seu mundo que ninguém,absolutamente ninguém deveria saber.

Ela era diferente de tudo o que conhecia.E isso doía tanto.As vezes,tinha vontade de ser igual a todas as outras pessoas,se igualar e tocar a vida pela estrada sem pensar muito.Mas não dava para fingir que era igual.Ela não era.E,por isso se sentia tão sozinha,fechada por grandes,enormes portas e janelas brancas.Aquele mundinho particular,fechado para visitas.Desde sempre e para sempre um livro fechado.

Naquele dia,mais do que nunca se sentia como um soldado fora da marcha,um peixe fora da água.
Ela,o seu mundo e os seus livros fechados para sempre.

20 novembro 2008

Auto-retrato

Terrivelmente observadora,com tudo e com todos.Consegue adivinhar o que as pessoas vão dizer,o que vão pensar. Tem um humor sarcástico a ponto de irritar ,é vaidosa,tem uma postura forte. Profundamente honesta. Consciente,valoriza suas amizades,tem coragem de expor o lado sombrio das situações porque esta sempre em busca da transformação em meio à dor.

Só consegue viver no botão do 8 ou do 80!

Muito mais sensível do que parece, analisa o tempo todo tudo o quem está ao seu alcance.Não suporta pessoas falsas ou superficiais. Emotiva demais, intensa demais, manipuladora demais. Ama e odeia com a mesma força.

Sincera,impaciente,ciumenta,amiga, engraçada,realista,extremista da pá virada,escorpiana,carinhosa,compreensiva, orgulhosa,palmeirense,animada,sonhadora,esquecida, cheia de manias.
Ama ler,viajar,escrever,torta holandesa,suco de maracujá,chuva,frio,meias,fotos,livros,estrelas,vermelho,
novembro,cinema,sapatos,beijos,música.
Tem alergia a quase tudo,odeia água do mar.
Fiel as suas idéias e coisas,nunca consegueria levar desaforo calada,comer em qualquer lugar ou lembrar o nome de alguém que acabou de conhecer.

Simplesmente Aline.

18 novembro 2008

Doçura que provoca cáries


Como curiosa e fuçadora assídua de perfis alheios no orkut vez ou outra me deparo com coisas no mínimo inquietantes e base para a criação de muitas das minhas "teses".


Tempos atrás, numa das minhas noites vagas, sem nada mais interessante para fazer achei o perfil de um uma garota. Uma garota normal não fosse pelo seu corte de cabelo super extravagante e pelas roupas idem. Futucando aqui e acolá vi que ela namorava um rapaz muito parecido com ela nas roupas e nos modos. Até ai nada de anormal certo?Certo.Não fosse pelo modo que eles se tratavam.Não era meloso.Era algo tão doce,tão doce que quase me causou cáries.Não era algo doce como aqueles chocolates maravilhosos da hersheys mas sim como aqueles chocolatinhos hidrogenados em forma de guarda-chuva sabe?Arrrg !


Enfim, tem que goste. Assim como eu acredito que eles gostavam. Os recadinhos eram algo como :"-Minha florzinha,hoje pensei em você o dia todo.Quero estar com você num momento chamado sempre minha linda.Você é perfeita,te amo para sempre.Boa noite durma com todos os anjinhos de Deus pois você é um deles" e iam até "Você nem me disse boa noite na noite passado amor,esta chateado comigo?Ao invés de dizer te amo minha vida durma com Deus e todos os anjinhos dele disse apenas te amo muito e boa noite.O que esta acontecendo?Foi algo que eu fiz?algo que eu disse?Me liga agora vai.Te amo muito meu chuchuzinho.”


Até aí tudo bem ,nesse meu pouco tempo de vida já descobri que existem indefiníveis e variadas formas de amor,e que cada pessoa ama de um jeito.Fiquei chocada com todo aquele amor,até um pouco aterrorizada.Não desejei algo como aquilo nem ao meu pior inimigo.Mas depois,pensando melhor,me perguntei se não seria daquele modo que as pessoas que sentiam o verdadeiro amor se comportavam.Ficar juntos,tão juntos até um momento em que se tornam uma só pessoa,com as mesmas vontades,os mesmos desejos,as mesmas alegrias.O reflexo um do outro.


Fiquei me perguntando se o problema não seria comigo,porque até então eu considerava o meu namoro ótimo (não perfeito porque pra mim não existia relacionamento perfeito até então).Até então.Até “presenciar” aquele doce casal trocar juramentos eternos via orkut,com fotos lindas e legendas exalando um amor inesgotável.O problema era comigo,pensei.Ou não?


Batuquei aquele assunto durante semanas mas depois de algum tempo me esqueci,tantos problemas e tantas coisas deixaram aquele casalzinho em um canto quase esquecido da minha memória.Até que hoje,em mais uma noite vaga sem mais o que fazer encontrei o orkut da menina novamente.O relacionamento que anteriormente estava descrito em letras de forma CASADA havia sido substituído por um insosso solteiro(a).Fiquei um tempo imaginando o que teria acontecido com aquele casal.Numa noite de sexta-feira,ele que havia negado o convite dos amigos mais uma vez para ir a balada e ansioso para ficar junto da namorada,liga para ela em busca de palavras de compreensão,de te amos eternos e de juras apaixonadas.Ela atende:

- Alô?

- Alô?Oi meu amor, tudo bem vida?

- Não amor to péssima, hoje tirei um nota horrível em química, fui trabalhar e uma cliente mal educada me tratou super mal. Peguei um ônibus lotado e tive que fazer a viagem toda em pé. Só quero agora tomar um banho,colocar um pijama e dormir até as 11 horas de amanhã.

- Como assim coração? Nós tínhamos um encontro marcado, se lembra? To com saudade de você, quero ficar abraçadinho com você a noite toda anjinha.

- Não vai dar.

Responde ela sem nenhuma paciência com o cara.Tinha tido um dia péssimo e só queria um momento só dela.Só isso.

- Eu não acredito nisso.Esperei a semana inteira pra te ver.Você não me ama mais?Você não liga mais pra mim!O que esta acontecendo? Você conheceu outra pessoa?Alguém mais interessantes, mais bonito do que eu ?

- Não é que...

- É que nada !Você não gosta mais de mim.Fala a verdade !

- Não amor,tenta entender...

-Tentar entender ?Você não da a mínima atenção para mim.Eu estou cansado!

Ela estressada,nervosa e cheia dessa vidinha de namorados chocolate hidrogenado responde secamente :

- Tá ,então vou dormir,amanhã conversamos.

-O quê?Nem ter uma conversa decente você pode ter comigo ?

-Só to cansada ,da pra você entender?

- Eu também estou cansado mas nem por isso...

- Já chega,vou dormir.Boa noite.

-Boa noite o @#$#*&% você tem que me escutar ! Amor ...

- A que saber de uma coisa?Vai pro diabo que te parta .Tchau

- Mas...


Ele só houve o barulhinho do outro lado,informando que ela havia desligado o telefone.Inconformado liga de novo para ela para dizer poucas e boas,tenta uma,duas,três vezes.Ela não atende.Então ele num ato de desespero liga pra um amigo pedindo ajuda e o AMIGÃO o chama para ir pra balada.Ele aceita só por vingança.Chegando lá,desfeitas as ilusões de um grande amor eterno e perfeito ele resolve ficar com todas as mulheres que aparecem na sua frente inclusive a prima da melhor amiga da sua namorada.Quer dizer,EX namorada ,porque quando ela descobre termina tudo com ele.

Assim termina MAIS um amor eterno.


Construir relacionamentos em cima de pré-julgamentos é como construir uma casa em cima da areia,mais cedo ou mais tarde ela desaba.Ninguém é perfeito,ninguém é pleno,ninguém sabe o amanhã.O que fica de lição dessa história é viva o hoje,aproveite o amor hoje.Não com a estupidez de alguém que procura resolver nele todos os problemas de sua vida mas como alguém que apenas deseja amar e ser amado.

15 novembro 2008

Mãe é bicho


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Nota : Ganhei o 1º lugar em um concurso de redações juvenis da minha escola com esta redação. Espero que vocês gostem !
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Andava pela rua distraída,viajando em um outro mundo.Só ouvia os sons e os passos das pessoas que andavam ao seu lado.Porém,nada enxergava.Pensava em sua barriga que a essa altura já estava enorme.Ela era apenas mais uma mulher grávida.Mais uma mãe entre tantas outras.Andava com as mãos nas costas,elas doíam com todo o peso que a pequena mulher era obrigada a carregar ,já que a hora de dar a luz a pequena menina estava cada dia mais próxima.Imaginava carregar o peso do mundo em seu ventre.

Levou a mão a barriga num rápido movimento,acariciou.Ela será tudo o que eu não fui,tudo o que não sou,pensou.Amava aquela pequena criatura que carregava dentro de si,amava cada pedacinho dela.E,naquele instante havia decido que a filha não sofreria .Ela a protegeria de tudo e de todos.A menina seria feliz,feliz como a mãe nunca havia sido.

Submersa no turbilhão de pensamentos que a envolviam, em meio ao vapor abafado que subia do asfalto,dos carros,das buzinas e das pessoas conversando.Lá estava a mulher.De repente,ouviu um barulho estranho,um cacarejar de galinha.Curioso,o olhar ávido da mulher procurou a sua volta.Até que encontrou.Num vão entre uma casa e outra estava,em meio à areia e lixo,uma galinha.Seus olhos fechados, a cabeça postada como se o que estava por fazer fosse muito importante.Achou graça.

Assim se passaram alguns instantes,a mulher olhando a galinha,a galinha concentrada.Quando de ímpeto a pequena ave abriu os olhos e levantou-se.Parecia desesperada,num misto de dor e de esperança.Engajada no que quer que estivesse a fazer balançava as asas,ao mesmo tempo em que fincava as pequenas patas ao chão.E então,aconteceu. A mulher pode ver a galinha botando um ovo,fazendo força para que ele saísse.Observou com carinho a galinha durante mais algum tempo e seguiu o seu caminho.Rumo à sua casa,sua vida,suas angústias e suas pequenas alegrias.Seguiu pensando nas mães,na vida,na morte.Ela era mesmo como a galinha,pensou,era um animal,um bicho.Naquele momento ela não era humana,era fera a proteger seus filhotes. Concluiu seu pensamento olhando para a enorme barriga e dizendo baixinho: -“A galinha protege o seu ovo,eu protejo você minha filha.Afinal,mãe é bicho.É fera a proteger seus filhotes.E sabe,um dia você também o será .Minhas palavras podem ser erros mas o meu amor por você é só verdade."



02 novembro 2008

Uma verdade inventada

Nenhuma verdade me convence,nenhuma opinião me machuca,as coisas que davam alegria não me surpreendem mais.As músicas que me inspiravam hoje me causam tédio,os caminhos que eu andei eu nem quero tentar lembrar !O mundo está em preto e branco,as letras estão de ponta cabeça,o quebra cabeça só tem peças desconexas.


Os meus olhos cansaram de enxergar,e eu só queria poder fechá-los por um instante.Porém,eu não consigo,apenas assisto em silêncio.


Nenhuma doutrina me traz paz,até na fé eu não confio mais.


Me olho no espelho e não entendo muito bem quem sou,a verdade é que como a maré apaga os passos da areia,os meus passos também foram apagados,as minhas histórias não devem ser mais contadas.


E todas as vezes que eu tentava te entender,e ficava horas e horas a te observar.Eu já desisti de tentar.E agora,eu só queria poder fechar meus olhos para não ver as tuas verdades e não ver mais as verdades de mais ninguém !

Cansei das verdades do mundo. Eu quero uma verdade inventada,que acalme e me traga paz.

24 outubro 2008

Não é tarde


Não é tarde para olhar para trás.

Todas as nossas risadas, todos os nossos sonhos, todas as nossas brigas, todos os amores, todas as fofocas, as mentiras, as verdades, todos os abraços, os selinhos, todas as fotos, todas as lições, as provas, as notas, as broncas, todos os elogios, todas as advertências, os dias atrasados, as faltas, o banheiro, a foto que da medo, do cheiro de primeiro dia de aula, de todas as borrachas perdidas, dos estojos, das mochilas, dos fichários.


Não é tarde pra lembrar que a maior parte da minha vida esta presa em cada uma dessas paredes,esta aqui,simplesmente gravada.É só olhar, em cada uma delas passa um filme,uma história que fala por si. As paredes daqui sentem a saudade que eu sinto,eu sei.


Ainda é cedo pra esquecer de todas as nossas histórias.Mas a partir de agora,escreveremos um novo livro,ou sabe se lá (?) um novo capítulo.Tanto faz. O que importa agora,é que cada um de nós seguirá o seu caminho,formará a sua estrada.Alguns serão médicos,farmacêuticos,psicólogos,dentistas,professores.Serão pais,serão maridos ou esposas,outros serão...eu não sei.E quem é que sabe?


O futuro vai ser escrito por cada um de nós. Mas eu nunca vou me esquecer dos nossos dias, de vocês.Das nossas manhãs e das nossas tardes.Todos vocês aqui,guardados pra sempre na minha memória.E como alguém um dia disse "O futuro começou ..."

12 outubro 2008

Amor Romântico



Ricardo nunca foi o mais bonito da turma, nem o mais simpático, nem o mais divertido, nem o mais criativo. Sempre foi simplesmente ele, Ricardo.


Levando sua vida de sempre, cansado de receber sempre os resto de tudo e de todos. Restos de carinho, restos de atenção, restos de amor. Uma doce miséria.

Desde criança era assim,e ele já havia até se acostumado com esta situação.As pessoas costumam mesmo se acomodar nesses casos.Situações ruins mas suportáveis.É lamentável,mas eu ,você e todo o mundo já deve ter se acomodado com algo nessa vida.E ele se acomodou a isso.Se acomodou a não esperar nada da vida,como se já estivesse aqui para levar nãos,e o que viesse dali em diante fosse lucro.Até que conheceu Flávia.Flávia,mais nova que ele ,mais divertida,espontânea,mais irreverente,mais simpática.Totalmente o oposto do que ele via todos os dias no espelho.

Ela era simplesmente o que ele queria ser.Não era nem de longe bonita porém, tinha tudo o que ele sempre quis ter.Uma família carinhosa,conforto emocional nas horas necessárias,doação de amor.Ele não sabia,mas no seu lugar mais intimo tinha como desejo ser Flávia.Em pouco tempo,e isso não é nem difícil de imaginar, ele se apaixonou.Se apaixonou loucamente.Caiu de amores.E ela talvez o amasse sim,mas não o suficiente,não ele,que já tinha cansado de receber migalhas por todos.

O seu ego se aflorava todas as vezes que ela dizia o amar.Finalmente ele podia morrer em paz,alguém o amava de verdade.O que se passava na cabeça dele era somente que ele era capaz SIM de fazer alguém o amar de verdade,e que não era só com as outras pessoas,ele também PODIA.

Com o tempo,as brigas,os ciúmes,os gritos iam desgastando cada vez mais o namoro,mas ele não abriria mão dela por nada neste mundo.Não ele.Flávia tentava terminar,ele não aceitava.E assim as coisas iam cada dia mais piorando.

Até que um dia,em mais uma daquelas brigas ela ameaçou se matar.Se matar.Flávia naquele momento não era nem metade da mulher que Ricardo havia conhecido um dia,trazia consigo a tristeza no olhar,a dor no coração.Sim,Flavia estava disposta a se matar por ele.Justo ele que um dia pensou que ninguém o amaria de verdade.E agora ela estava a sua frente,com um revólver nas mãos ameaçando se matar.A maioria das pessoas ficaria aflita com tal situação,assustadas.Mas ele não.Lá dentro dele a única coisa que passava era que alguém nesse mundo o amava tanto a ponto de estar disposta a se matar .Sorriu,um sorriso angustiado e misterioso.Como se tivesse chegado ao topo de uma escadaria gigante,alcançado um objetivo inalcançável.Afinal,para ele,era realmente o que tudo aquilo significava.

Vendo aquele sorriso Flávia não pensou duas vezes atirou,uma,duas vezes.Olhou o sangue saindo no meio das roupas de Ricardo e seu olhar assustado,de quem não entedia o que estava acontecendo.Ele a olhava quando foi embora desse mundo,e quem pudesse ver a cena com certeza diria que seus olhos diziam te amo.

Ela começou a gritar,gritar desesperadamente.Um grito de horror,de arrependimento.Ela só queria fazê-lo feliz,apenas isso.Apertou bem os olhos e atirou contra a própria cabeça.


E Assim,terminou mais uma história de amor romântico e ,enfim o "TE AMO ETERNAMENTE" estava consumado.

10 outubro 2008

Sua história,suas lágrimas,seus sorrisos


Ela passava horas se perguntando o que é que tanto tinha chamado a sua atenção para aquele garoto.Indagando porque ele a confundia tanto.Desde a primeira vez que o olhou nos olhos achava que viu nada mais que a si própria.E a força dele a empurrava,a segurava, prendia e encantava.

As histórias dele,as suas lágrimas,os seus sorrisos.Suas músicas bobas cantadas no banho,o toque das suas mãos,seu andar baixinho,sua voz rouca.Suas manias,suas loucuras.Tudo,todos os detalhes imensamente guardados,um a um em sua memória.Para sempre.

E pensava que era por isso que eram tão ligados um ao outro,eram tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais!As histórias que viveram juntos,as lágrimas e os sorrisos.

Os olhos dele.Os olhos mais tristes e mais lindos que ela já pôde ver.Teve vontade de mergulhar neles,descobrir cada detalhe da sua vida,cada ponto e cada vírgula.E ainda tem.

25 setembro 2008

Cansaço


Cansada dessa vida sufocante,de todas essas preocupações que me cercam todos os dias,cansada de sonhar,de pensar,de acreditar,cansada de ser e de não ser ,cansada de esperar,sonhar,chorar,cansada de falar e simplesmente ninguém me entender,acreditar e nunca acontecer.Cansada de sofrer,de acordar todos os dias e não lembrar dos sonhos que tive,cansada de silêncio,cansada dos gritos,das brigas,cansada de me cansar com essa vida que parece estar a muitos quilometros de distância da paz.

20 setembro 2008

Sua Menina


Ele não necessitava de mais nada a não ser dela.Dela inteiramente e integralmente.


A amava desde o primeiro instante em que a viu.Era linda.Uma beleza natural,uma doce loucura que o enlouquecia,de verdade.Uma sinceridade esboçada a cada palavra dita,uma força que dominava sem razão,uma inocência cândida e um sorriso no rosto que tentava disfarçar o estrondo que ele causava em seu coração.O dele,não havia mais jeito, palpitava,batia rápido e gelado uma doce sinfonia.Era ela.Era ela,ele sabia.


Olharam-se,olharam-se bem no fundo dos olhos se descobrindo.Um instante que pareceu uma eternidade para ambos. Foi assim,se apaixonou.


Ela era o contraste perfeito dele,eram totalmente diferentes.Ela,desligada,desencanada,desbocada.Fazia o que queria fazer,chorava quando tinha que chorar,gritava se queria e sorria pra quem tinha vontade de sorrir.Ele,um adorável sonhador,preso nas paredes grossas da timidez.Abatido pelos golpes que levará através da vida,a vida que ele não tinha escolhido levar.Mas feliz,feliz como nunca,feliz como nunca estivera em toda a sua vida.


Ele a amava, amava cada pedacinho dela, cada loucura consentida,cada gargalhada extravasada.Mas ele a queria,a queria por inteiro,e não apenas um pedaço.Queria que fosse sua,mas ela não era de ninguém.A amava ainda mais e se odiava por isso.Por não conseguir fazer dela uma extensão de si.Por não fazer com que ela gostasse dele como desejava,não sentir como ele sentia.


Então ele sufocava as lágrimas e apertava o passo.Escondia propositalmente o seu amor.Entre ruas e esquinas tentava se esquivar da dor que o perseguia todas as vezes que lembrava da sua menina,sua menina livre que nunca conseguiu prender .

De sua menina que era e sempre seria livre,livre como ele nunca haveria de ser.




15 setembro 2008

Felicidades Clandestinas

Felicidade Clandestina, ao ler esse conto de Clarice Lispector tivesse uma sensação estranha. Algo meio momentâneo,que ficou na minha cabeça durante semanas.Uma pergunta que ficava me rondando,martelando durante muitas horas, todas as vezes que eu me lembrava da garotinha do conto.A felicidade clandestina dela era um livro,ela sentia um prazer imensurável ao ler "Reinações De Narizinho" e fingia perde-lo só para achá-lo depois e ficar feliz com isso.


Me perguntei muitas vezes quais seriam as minhas Felicidades clandestinas,aquele prazer em fazer algo que é ilegal,aquele momento fantástico e prazeroso só meu.Não consegui responder.Engraçado isso,porque eu conseguia ver felicidades clandestinas em todas as pessoas ao meu redor menos em mim.


Alguns tem prazer de se conhecer, outros prazer em serem elogiados, na coragem própria.Outros prazer em se descobrir um pouquinho ou que alguém faça isso.Alguns em comer algo gostoso.Felicidades ao receberem sorrisos,verdadeiros ou não.Em amores PROIBIDOS,em dizer o que pensam,nas lágrimas involuntárias.Felicidade por todos,todos os cantos.Cheiro de chuva,luzes de natal,piscina no verão,plenitude,amizade,unhas feitas,sonhos.Felicidades clandestinas escondidas no conhecimento individual ou de alguém,em ouvir certas palavras,no arrepio,na escrita,no latido de um cachorro ao chegar em casa,na alegria dos filhos.


Ao olhar a minha volta descobri.Estava ali o tempo todo,o que eu me perguntei durante semanas,ao meu lado.Minha felicidade clandestina é descobrir a felicidade clandestina dos outros.Sinto-me verdadeiramente clandestina nesses momentos,buscando a utópica felicidade.

14 setembro 2008

Última folha do outono

E eu fico vendo o que eu sinto por você ir acabando aos pouquinhos. Como a última folha caindo no outono,ontem eu derramei a última lágrima por você,simples,salgada,doída.

Como me doía ver você,hoje já não dói mais.Sinto mesmo um acréscimo de estima por mim,meu ego se aflora,por saber que eu posso sim viver e continiuar seguindo minha estrada.

Há algum tempo atrás poderia dizer que a minha felicidade estava ligada à algo ou alguém. Hoje sinto que não,não mais ,ser feliz é pra mim.Eu nasci pra essa tal felicidade,eu nasci pra caminhar e trilhar meu caminho sozinha.

E quando eu ia no telefone,só pra ver se ele estava fora do gancho ou cortado porque você não me ligava.Não estava.Doía tanto.Isso é passado,um passado distante e tão remoto.Um novo livro esta sendo escrito por mim,ou melhor,um novo capítulo.Tão simples como tempestade de verão,complicado como nevar em um país tropical.

O que mais me machucava eram o seus silêncios e hoje, já não me dói mais.
Se eu calei foi por tristeza,você calava por calar !

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"Joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor. Difícil explicar. Muitas coisas são duras por dentro."

Caio Fernando Abreu
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12 setembro 2008

Dança

Dança,densidade,desafio.Desconfiar,descobrir.Dançarino dança,duela,dribla,domina.Diz-que-diz,dobra e desdobra.Desagrada,desperta desejos.
Dança.Domínio da dama,domar,dominar.Dono.Doce dualidade.Dilema.Dogma domesticado.Desejo,desejar,desejado.Despentear,delírio,debaixo devagar.Decolar duradouro.Durante dor deliciosa.Delirar.
Dança.Defeito,dentes,debater,defender,discutir,desgostar.
Dança.Distância.Descartar.Despedida.

11 setembro 2008

Fruta verde

Ela era tão bonita. Doce, delicada, emotiva. Cabelos compridos e sobrancelhas ralinhas emoldurando seus olhos castanhos claros.


Ela era tão jovem. Ela era tão morta como fruta verde arrancada do pé. E foi assim mesmo que lhe tirara a vida, de covardia.


Ela era pássaro novo fora do ninho e lhe cortaram as asas, de ímpeto, deixou de viver no nosso mundo. Tudo tão rápido que não houve tempo de sentir dor, nem saudade.


Arrancou muitas lágrimas de quem a amava, suspiros que não voltam nunca mais.


É pena, mas a morte é irremediável, a única coisa que nunca vai poder ser apagada.

28 agosto 2008

Um tempo rumo a velha infância

Finalmente tive um tempinho para parar e pensar um pouco no meio de tantas provas, enem,vestibular.E,acreditem,desenvolvi uma teoria.Tenho acreditado que as pessoas só se tornam adultas verdadeiramente quando começam a pensar na infância como algo bom e maravilhoso,algo memorável.Nunca é tão bom como lembramos,mas isso é costume do ser humano:lembrar só das coisas boas.


Na verdade o que faz falta mesmo são todas as cartas,bilhetinhos e cadernos coloridos.Faz falta o sorriso sincero,o choro doído.Faz falta o amor incondicional pelas bonecas e bichinhos,faz falta os banhos de chuva escondidos,as músicas sendo cantaroladas.Faz falta o jardim da minha avó e a pitangueira que tinha lá.As minhas companheiras de infância também fazem falta,Samanta a cachorra mais amigável do mundo,e punky a tartarugazinha que morreu afogada.Faz falta a inocência.O cheiro que toda criança tem.Aquele refrão do programa de rádio que minha avó ouvia todos os dias também faz falta:"Não da mais pra segurar,explode coração !".

Ando me lembrando dela como algo tão maravilhoso.Coisa que não foi.Foi tudo tão normal,tão fechado em meio as grades dos portões de prédios e casas.Me lembro que eu sempre desejava crescer logo,desejava sair sozinha,ser adulta,ter responsabilidades.Até que dia desses me vi querendo voltar no tempo rumo a minha velha infância.
Coisa mais engraçada.

09 agosto 2008

Esperanças


Era um domingo nublado. Estavamos eu e minha mãe em casa quando de repente, vimos algo no chão da sala. Uma coisinha verde, com pernas longas e o corpo frágil. Suas mãos estavam postadas como se estivesse em oração. Nunca no alto dos meus 8 anos tinha visto algo parecido com aquele bichinho. Ele era tão feio e ao mesmo tempo tão maravilhoso. Tão deslumbrante. Sua cor era de um verde vivo, incandescente. Seu corpo, de tão delicado, parecia que podia (e iria) se quebrar a qualquer momento. Não hesitei em pegá-lo em minhas mãos. Era engraçado, eu tinha medo de qualquer tipo de inseto até então, mas daquele pequeno bichinho não senti nem um pouco de medo ou de asco. Ele me chamava a atenção e eu nem sabia o motivo.

Como ele havia parado aqui? Me perguntei. Na minha casa não havia nenhuma mísera plantinha que atraísse o bichinho. Só havia concreto, paredes e quadros por todos os lados. Curiosa, peguei o pequenino nas mãos e ele não voou mesmo tendo um belo par de asinhas (que mais se pareciam com folhas verdes). Fui até minha mãe e perguntei que bichinho estranho era aquele. Primeiro ela se espantou, por eu estar com ele nas mãos. Depois me explicou que o tal bicho se chamava esperança. E-S-P-E-R-A-N-Ç-A, que nome lindo para um bichinho tão esquisito. Por que esperança? E por que ele estava na minha casa? “Vê se joga esse bicho fora viu menina?!” Foi a única coisa que ela me disse depois do nome do pobre bichinho.

Não quis jogar e não o joguei. O que eu fiz foi colocá-lo em um vidro de azeitonas vazio. Eu queria aquele bichinho pra mim e agora ele era meu, meu e de mais ninguém. Literalmente eu havia prendido a esperança, em uma prisão transparente e fria.

No dia seguinte como em todas as manhãs fui à escola e (que ingenuidade a minha!) pensei que a esperança gostava de alface. Coloquei então uma folha de alface dentro do vidro, e segui para a escola prometendo ao coitado que em breve estaria de volta. Quando cheguei, lá estava o bichinho, inerte dento do pote de vidro. A folha de alface nem sequer havia sido tocada por suas patinhas delicadas. Me preocupei e resolvi tirá-lo de lá. Claro, egoísta que era, com todo o cuidado do mundo para que ele não escapasse das minhas mãos. A esperança estava morta.Não só o pobre e inocente bichinho mas como aqui dentro de mim.

Chorei litros de lágrimas, lágrimas doídas de uma criança que pensava que o mundo se acabaria ali e ponto final. Depois de concluir que a esperança podia ter voado para longe desde a hora em que tinha entrado na minha casa e em minha vida, fiquei ainda mais desiludida com o mundo. Ela podia ter fugido de mim, mas não fez isso. Acreditei que ela havia escolhido ficar comigo e eu, num ato de puro egoísmo a prendi dentro de um pote, supondo que ela sobreviveria ali.

Foi naquele dia que eu descobri uma das grandes lições que já pude aprender. As duas esperanças precisam de uma coisa chamada LIBERDADE para sobreviver.

28 julho 2008

Incerteza


O céu estava nublado quando resolverão parar para comer alguma coisa. Haviam caminhado pelo parque durante duas horas seguidas,ambos sem dizer uma única palavra.Caminhavam rapidamente,pensando nos caminhos e rumos diferentes que a vida havia lhes dado.Pai e filho.Duas gerações.Roberto e Eduardo.Duas histórias.

Pediram dois lanches, em uma das muitas barracas que havia por ali no parque. Roberto escolheu um lanche aleatoriamente, pediu o primeiro que seus olhos puderam ler no cardápio mal pendurado em uma das paredes. Eduardo não fez o mesmo. Leu a todos ,um por um, até que escolheu o lanche mais simples da lista.Era costume dele não agir sem pensar,seja lá o que ele fosse fazer.Desde criança queria ser diferente do seu pai.Seu pai era bicho-grilo,pai solteiro,fumante e bebia muito.O pai bebia desde quando ele se conhecia por gente.

Sua mãe o deixou aos cuidados do pai que nunca realmente havia cuidado dele.

Sentaram-se nas cadeirinhas armadas no meio da calçada.Ainda sem falar uma palavra,sem dar um gesto que fosse.Olharam se.Roberto,pretendendo quebrar aquele silêncio angustiante,disse:"-E ai filho como vai a faculdade?".Pensando em seu íntimo no que nunca havia feito para a judar ao filho.Nunca tinha o ajudado a estudar nem sequer o incentivando.Aliás,ele nem tinha tempo entre uma bebedeira e outra para isso.Ele tinha que cuidar de sua própria vida e queria que seu filho entendesse isso.Afinal,nunca nada faltou ao filho desde roupas até brinquedos e livros.Faltava só a sua companhia,falta essa a qual o pai tentava calar com um brinquedo ou um bom livro novo.

Seu filho havia entrando em uma das faculdades mais disputadas do país por mérito próprio.Mérito esse que Eduardo nem sabia de onde o filho havia tirado.Cursava agora o último ano do curso."- Tá tudo bem."Respondeu Eduardo meio cabisbaixo torcendo para que o seu lanche chegasse logo.Conversas com seu pai definitivamente o intimidavam.Tantas palavras eram necessárias serem ditas,tantas queixas,tantos gritos,tantos abraços precisavam serem dados.Mas nada nunca foi dito de sua boca.Nada.Nunca foi dita nem uma queixa,nem uma lamentação.

"-E a namorada filho?Quando é que vocês vão se casar heim?Quero ser vovô em breve.Sabe,acho que vou ser um daqueles avós babões.Beeem,agora que larguei de vez o vício quero me dedicar de uma vez por todas à minha vida.Fazer tudo o que eu não fiz,já estou ficando velho,você sabe disso.E para isso,nada melhor que um netinho.O que acha?"Roberto desandou a falar,falava sem parar,sem motivos aparentes,já que até ali ele não havia dito absolutamente nada.Falava sem pensar muito no que que estava dizendo,praticamente vomitando as palavras.


Eduardo olhava para ele mas já não o escutava mais,sua voz ia sumindo entre milhõe de coisas que passavam pela sua cabeça.Sua vida ,sua faculdade,seus amigos,sua namorada,tudo girando em um só sintonia.

A voz do seu pai já estava muito longe quando se lembrou dela.Sua namorada,sua doce Luísa.Se conheceram na adolescência.Ela foi o seu primeiro amor,seu primeiro beijo,sua primeira namorada,sua primeira transa e em breve seria sua esposa.Em breve.SUA esposa.Será que era realmente isso o que ele queria para a sua vida?Ele apenas fingia não saber mas, no fundo sabia exatamente qual seria o seu destino caso se casasse com Luísa:2 filhos,um sobradinho arrumado e pintado,um carro grande para caber todos,inclusive a mãe de Luisa que veio do interior passar uns dias e acabou ficando anos.Escola particular para pagar,contas de luz,de gáz,de água.Sexo monótono.Vida metódica.E não era isso mesmo que ele sempre quis?Ser diferente do seu pai,diferente DELE.

Voltou a vida real.O lanche já estava na mesa e seu pai havia se calado .Agora olhava fixamente para o filho"-O que é que você tem heim?"Lucas o olhou.As rugas iam lhe tomando o rosto mal cuidado do pai.Emoldurando seus olhos verdes e altivos."-Sabe pai,não sei se eu a amo.Não sei se é isso o que eu quero para mim."

O pai lhe olhou. Doía ver a incerteza nos olhos do filho.Por isso que ele tinha medo do amor,medo de não saber diferenciar a real do imaginário.Sua vida tinha sido dura,ele não tinha feito nem metade do que deveria.Para ninguém.Nem ao filho,nem as muitas namoradas que tivera,muito menos à aquela que havia lhe dado seu bem mais precioso,seu filho.Não fez nada o que uma pessoa normal considera correto.O errado,o ilegal,sempre o atraiu.Era engraçado.Apesar da vida errante,agora ele sentia orgulho,uma acréscimo de estima por si mesmo.Orgulho por nunca ter tido essa dúvida.Nunca dúvidou se amava ou não amava alguém.Ele simplesmente não amava e ponto final.Amava somente ao filho,e essa era a única certeza de que tinha .


Sempre achou que seu filho era melhor que ele em todos os sentidos,e realmente,ele era...Era mais bonito,mais forte,mais inteligente.Não fumava,não bebia,nunca havia se drogado.Mas agora,Roberto tinha orgulho de ter passado tudo o que tinha passado.Olhou para ele,olhou dentro dos seus olhos.“-Sabe filho, a vida as vezes nos ensina coisas que não estão nos livros.Você precisa saber disso antes de mais nada.Essa sua dúvida.Bom,acho que só a vida pode te responder.E com certeza ela vai."

24 julho 2008

Dor torta

Deitou-se na cama desarrumada. O sol batia nos seus olhos devargazinho.Como se estivesse lhe fazendo carinho.Pelo seu rosto rolavam lágrimas e mais lágrimas .Era engraçado como as coisas aconteciam na sua vida,doia lembrar que tudo o que ele procurava era a felicidade.Mas a vida era injusta.Nunca a encontrou.

Talvez fosse mesmo como sua mãe um dia lhe disse:"Quanto mais plantamos desejos menos colhemos felicidade",mas nada conseguia mudar o que ele sentia por dentro.Desejava sempre mais.

Se estava em um emprego sempre desejava um no qual ganhasse mais.Se possuía uma casa,estava sempre se lamentando porque ela era apertada demais,pequena demais,grande demais,vazia demais ou cheia demais.

Vivia se queixando pelos cantos, choramingando aqui e ali, procurando algo que ele jamais encontrara. Jamais.

A felicidade que ele sentia era sempre momentânea. Quando alcançava algum objetivo, logo era tomado por um novo desejo.Um novo desejo de crescer,de conseguir algo ainda melhor do que ele já havia conseguido.Nunca se satisfazia,nada nunca estava bom o suficiente para ele.

Há pouquissímo tempo ele havia perdido duas pessoas,cada pessoa especial a sua maneira.Um irmão e seu avô.

Seu avô. Para ele não era seu avô,era apenas o "Seu Antunes" nunca havia convivido com ele,nunca trocaram palavras carinhosas.Se viam de vez em quando,e quando se viam era o silêncio quem predominava no grande espaço vazio que os separava.

Ele era um homem duro,grosso.Gostava das coisas ao seu modo,sempre.Por debaixo daquela casca dura havia um homem muito sofrido,mas por fora era sempre ele,"Seu Antunes",o homem duro,convicto de suas idéias,certo de suas certezas.Fumava muito, aos maços,3 maços por dia.Quando lhe diziam que aquilo poderia e iria lhe fazer mal ele apenas acentia com a cabeça,virava os olhos para outro lugar e continuava a fumar.

Teve câncer no pulmão.Ficou na UTI durante algum tempo até que a morte finalmente veio lhe buscar.Tirou-o do leito delicadamente.Agora "Seu Antunes" não era mais aquele homem duro,era um menino resignado,conformado de que apenas colhia o que havia plantado durante toda uma vida.

Ele o viu no caixão e pensou :"Seu Antunes" meu avô,quem realmente era o senhor ?Nunca conseguiu responder esta pergunta.

Sentia vontade de chorar mas não chorou ,não chorou nenhuma lágrima,nenhuma.Não conseguia.Ele sentia apenas uma dor paralisada,anestesiada.Não pela morte do seu avô mas sim uma dor por não conseguir senti-la.Era uma dor deficiente,torta.

Não passou muito tempo até que tudo mudou .O seu irmão mais velho,Gabriel,morreu em um acidente de carro.Gabriel,apesar de ser seu irmão mais velho era um homem jovem,viril.Tinha nos olhos a força da vida,da felicidade.Ele sim,considerava,era uma pessoa feliz.Tinha uma esposa linda,dois filhos pequenos,uma bela casa um carro novo.Mas acima de tudo ele tinha o amor de sua esposa,era isso o que ele mais invejava.Toda a sua vida desejou ser como o seu irmão,queria a sua felicidade,a sua força de viver. E agora ?Agora,lá estava ele,morto em um caixão.Ele não sabia mais o que sentir.Poderia ter sido ele ali,morto,não Gabriel.

Duas mortes uma tão perto da outra,uma tão simples e a outra tão dolorida.Seu irmão,seu companheiro,o seu objetivo íntimo.

O sol já não batia mais em seu rosto quando ele abriu os olhos,levantou-se e foi até a cozinha beber algo.Todos os seus conceitos haviam mudado de uma hora para a outra.
Como a vida era engraçada...

28 junho 2008

Borboletas

É engraçado olhar para a vida as vezes,ver todos os lados de um dado e todas as imagens que formam um caleidoscópio.Borboletas.Você já reparou em borboletas?

Elas vivem em média três dias...metade deles elas não são nada mais que uma larva,uma árvore sem frutos,um coisinha sem asas.Sem asas.Sem conseguir realizar seu sonho.Daí,então ela se fecha em seu casulo,e sai de lá,livre,voando,uma das coisas mais lindas da natureza.E então vem a morte,uma morte pura,limpa,ela pousa em algum lugar e lá fica,até que um vento mais forte a leve pra algum lugar.

Três dias.Pra você é pouco?Para ela com toda a certeza é muito...E ela vive com tamanha intensidade,tamanha força.

Tudo na vida é relativo,será que você já reparou nisso?

E será que alguém por esse universo a fora também já pensou que o nosso tempo de vida é pouco,insignificante?Que não é nem um décimo de sua vida?

Cheguei a uma conclusão:somos apenas borboletas para alguém,nada a mais que isso.

22 maio 2008

Entrar ou não entrar na roda gigante?

Tentar ser igual é um dos maiores erros dos jovens,não só deles,mas de todo ser humano.E issoo se agrava na juventude.A vontade de se igualar a massa,vontade de entrar na roda gigante que é a vida.

Só que o que eles não sabem(aliás o que nós não sabemos,eu também porque sou uma jovem) é que o preço pra entrar na roda gigante é a autenticidade.Ela.A autenticidade,a coisa que da cor a vida,o que verdadeiramente me anima nas pessoas,viajando ao imaginar que elas pensam diferente de mim,que gosta de coisas diferentes das minhas,que tem pontos de vista diferentes dos meus.

É muito dificíl para algumas pessoas tentar se adequar aos padrões de uma sociedade injusta.
Quantas e quantas pessoas morreram por não se adequarem a eles?Bruxas foram queimadas nas fogueiras,heroínas na verdade.Quantas pessoas foram ridicularizadas por pensarem diferente mesmo quando se descobria,depois de algum tempo,que elas estavam certas? O DESCONHECIDO É MAL VISTO.

Viva a diferença!
Chega de criarmos guerras por raça,etnia,religião.Que delicía é ser o que somos sem pensar no que as pessoas vão pensar de nós!Acreditar em Papai Noel,discutirmos algo indiscutível,um viva à essa magia!

14 março 2008

limpeza de tranqueira


Tirando tudo o que eu não gosto e arrumando o que tem que ser arrumado.Por esse e por outros motivos o "Essência Namastê" está fechado temporariamente.
O B R I G A D A =]

26 fevereiro 2008

Sexo Frágil ?

Mulheres.As vezes somos mulheres fatais,queremos e conseguinhos,lutamos e damos a cara a tapa.Tem horas que somos indefesas,precisamos de colo,de amor,carinho,mimo.Algumas horas somos verdadeiros homens,temos mais força e mais coragem que eles ,enfrentamos tudo o que vier pela frente,e o melhor:de salto alto nos pés.

Ficamos menstruadas,trabalhamos menstruadas,estudamos menstruadas,temos cólicas,muitas cólicas,cólicas insuportáveis.Temos TPM,temos filhos,ficamos 9 meses gordas e a quem diga que até feias.Comemos quando estamos nervosas e deixamos de comer quando estamos felizes(vai entender!?).Nos depilamos,penamos por um cabelo lindo,lutamos por uma pele impecável,saimos nas ruas e aguentamos as cantadas mais grotescas.Sonhamos em ser princesas ou até mesmo rainhas,queremos ser caçadoras mas em alguns dias também ser caça.Queremos amor,queremos carinho,queremos paixão.

Bancamos as loucas,bancamos as mocinhas,bancamos as vilãs e a até mesmo as monstrinhas.Lutamos desde sempre por reconhecimento nesse mundo de feras...

E,por incrível que pareça,ainda existe quem diga que mulher é o SEXO FRÁGIL!

Então essa é minha homenagem para todas as Rosárias,Marias, Sônias, Antônias, Anas,Clarices, Biancas, Reginas, Amandas, Julianas, Paulas, Vanessas,Carolinas, Claras, Tatianas, Patrícias, Ligias, enfim. As mulheres altas, as baixinhas, as bonitas, as quase bonitas e até mesmo as feias que tornam-se lindas pela bravura que carregam. Isto vai vai para as gordinhas,magras, as tímidas, as virtuosas e até as mentirosas. As iluminadas, as pecadoras e as santíssimas. As donas de casa,desempregadas,trabalhadoras. As pobres, as ricas, as assanhadas, as inocentes. As inteligentes e as nem tanto. As jovens, as velhas, as solteiras, as casadas, as divorciadas. As bem-amadas, as abandonadas e as livres. As professoras, as médicas, as vendedoras. As negras, as amarelas, as brancas,as pardas e as mulatas.

Agradeçamos ao "sexo frágil" e a TODO o poder feminino!

25 fevereiro 2008

"Eu" por mim mesma


Aline, paulistana que odeia garoa e apaga velinhas todos os anos no dia 6 de novembro.Adora ler e escrever,conversar e ouvir as pessoas.Faz amizades rápido demais com algumas pessoas e com outras não vai com a cara no primeiro segundo.Adora beijos em todas as suas variações,e palavras carinhosas também!Adora falar com a irmã,Debater sobre o que acha ou não errado.Uma garota que ama guaraná,chocolate,que acha que todos os dias poderiam ser frios,que adora ursinhos de pelúcia apesar de não poder chegar perto deles por causa da alergia,alias eu sou o tipo de garota que tem alergia a quase TUDO.


Garota de risada fácil que tem o dom de rir de qualquer besteira nas horas mais erradas possíveis.Adora salada de maneira descomunal.Adora ser diferente das pessoas normais.Sarcasmos e ironia a divertem.Adora salto principalmente pelo fato de ser baixinha.Ama cinema.Amante de leitura desde livros até bulas de remédios e embalagens de shampoo.

Desconfiada até o ultimo centímetro de sua pele,deseja ter uma memória melhor para nome e telefones.Deseja entender algumas coisas inexplicáveis.Ama demais sua família,é simpática com os amigos e antipática com algumas pessoas.Gosta de bonecas,gosta de crianças que NÃO moram em sua casa,RS.

Acredita que semente de romã na carteira traz sorte,que chocolate foi A invenção de salvação para as deprimidas e em estados de Tpm máxima.Dia só é dia depois de rezar.Música é algo divino e que Deus esta em todas as coisas ao nosso redor e não em um lugar específico.

Tem muitas manias entre as quais:Dormir de bruços,chupar gelo,não deixar chinelos para baixo,escrever em tudo,falar o que sente,andar de meias pela casa,entre muitas outras coisas.

Não gosta de pessoas falsas,pessoas efusivas demais,de pessoas arrogantes ao extremo que acreditam saber de tudo.Não gosta de quem não gosta de animais e de homens que acreditam serem superiores as mulheres.Odeia água do mar.