28 agosto 2008

Um tempo rumo a velha infância

Finalmente tive um tempinho para parar e pensar um pouco no meio de tantas provas, enem,vestibular.E,acreditem,desenvolvi uma teoria.Tenho acreditado que as pessoas só se tornam adultas verdadeiramente quando começam a pensar na infância como algo bom e maravilhoso,algo memorável.Nunca é tão bom como lembramos,mas isso é costume do ser humano:lembrar só das coisas boas.


Na verdade o que faz falta mesmo são todas as cartas,bilhetinhos e cadernos coloridos.Faz falta o sorriso sincero,o choro doído.Faz falta o amor incondicional pelas bonecas e bichinhos,faz falta os banhos de chuva escondidos,as músicas sendo cantaroladas.Faz falta o jardim da minha avó e a pitangueira que tinha lá.As minhas companheiras de infância também fazem falta,Samanta a cachorra mais amigável do mundo,e punky a tartarugazinha que morreu afogada.Faz falta a inocência.O cheiro que toda criança tem.Aquele refrão do programa de rádio que minha avó ouvia todos os dias também faz falta:"Não da mais pra segurar,explode coração !".

Ando me lembrando dela como algo tão maravilhoso.Coisa que não foi.Foi tudo tão normal,tão fechado em meio as grades dos portões de prédios e casas.Me lembro que eu sempre desejava crescer logo,desejava sair sozinha,ser adulta,ter responsabilidades.Até que dia desses me vi querendo voltar no tempo rumo a minha velha infância.
Coisa mais engraçada.