Ela era tão bonita. Doce, delicada, emotiva. Cabelos compridos e sobrancelhas ralinhas emoldurando seus olhos castanhos claros.
Ela era tão jovem. Ela era tão morta como fruta verde arrancada do pé. E foi assim mesmo que lhe tirara a vida, de covardia.
Ela era pássaro novo fora do ninho e lhe cortaram as asas, de ímpeto, deixou de viver no nosso mundo. Tudo tão rápido que não houve tempo de sentir dor, nem saudade.
Arrancou muitas lágrimas de quem a amava, suspiros que não voltam nunca mais.
É pena, mas a morte é irremediável, a única coisa que nunca vai poder ser apagada.