Quando acabou, desistiu de acompanhar os naufrágios e decidiu caminhar sozinha. Queria esquecer todo aquele sentimento em algum lugar, até que um dia ao encontrá-lo, audaciosa lhe perguntasse: Ei, você ainda esta aí? Engoliu o choro, transformou a dor em passatempo, construiu um grosso e forte muro de proteção em torno de si. Afinal, as coisas, todas elas, possuíam um começo, um meio e um fim. E ali estava o fim, era evidente. Custou a entender isso, mas um dia, viu a estrada se bifurcando e então teve certeza: era hora de construir algo novo, caminhar por um longo trecho sozinha e deixar todas aquelas lembranças guardadas em um canto qualquer.
Foi só então, apenas a partir dali, que ela teve certeza: havia acabado.